Os Pioneiros do Caos, por Jorge Calado no 8º Festival das Artes

 

“Os Pioneiros do Caos”, a Conferência Multimédia apresentada por Jorge Calado no passado dia 24 de Julho, no Anfiteatro Colina de Camões, e integrada no Ciclo das Artes do Palco da 8ª edição do Festival das Artes | Pioneiros será publicada na “Química“, a revista da Sociedade Portuguesa de Química, no número de Julho-Setembro 2016.

 

Disponibilizamos, em primeira mão, o Artigo Pioneiros do Caos por Jorge Calado.

 

 

Jorge Calado

Jorge Calado, licenciado em engenharia química pelo IST e doutorado em química pela Universidade de Oxford, é professor emérito de química-física no IST, e foi também professor catedrático adjunto de engenharia química na Universidade de Cornell. Publicou mais de 170 artigos científicos e gerou mais de 130 doutoramentos. Membro de várias comissões internacionais (IUPAC, NATO, INTAS e UE), foi também director executivo da Comissão Cultural Luso-Americana. Sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa. Interessado nas relações entre as ciências e as artes, regeu cursos como “A Arte da Ciência” e “Arte, Técnica e Sociedade” em Cornell e no IST. É crítico cultural do Expresso e contribuiu para o Times Literary Supplement, Opera Now e Agenda XXI. Dirigiu os primeiros cursos de pós-graduação em Administração das Artes em Portugal e fundou a IST Press. Criou a Colecção Nacional de Fotografia e comissariou mais de 25 exposições de fotografia em Portugal, França, Bélgica, Reino Unido e EUA. Publicou “Haja Luz!” (Uma História da Química Através de Tudo, 2011) e “Limites da Ciência” (2014).

 

Sinopse da Conferência Multimédia “Os Pioneiros do Caos”: Para os Gregos, no princípio era o Caos. Rameau pôs em música o desembrulhar do caos (e a luta dos quatro elementos para se separarem uns dos outros) no prelúdio de “Zaïs” (1748). Haydn começou “A Criação” (1798) com uma representação do caos. Turner foi, no dizer de Simon Schama, “o pintor do caos”. Nos anos 1950, escritores, pintores e compositores reuniram-se à volta do caos. Para um químico, caos é sinónimo de gás e a desordem é medida pela entropia. A palestra será um passeio aleatório através dos tempos sobre o caos, guiado pelas ciências e pelas artes.