15 Julho 19h00 | Orquestra Metropolitana de Lisboa

Ciclo da Música

 

15 de Julho, Sábado

19:00 – Convento São Francisco
Custo: € 15

 

Concerto de Abertura

 

“Metamorfoses Germânicas”

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Pedro Amaral, maestro

 

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Abertura “Egmont”, Op. 84 (1810)

 

Richard Strauss (1864 – 1949)

“Metamorphosen”, Estudo para 23 cordas solistas Op. 142 (1945)

 

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Sinfonia N.º 1 em Dó menor, Op. 68 (1876)

  1. Un poco sostenuto – Allegro
  2. Andante sostenuto
  3. Un poco allegretto e grazioso
  4. Adagio – Allegro non troppo, ma con brio

 

 

NOTAS AO PROGRAMA

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Abertura “Egmont”, Op. 84 (1810)

 

Composta em 1810 para a representação de uma peça teatral de Goethe, a Abertura Egmont baseia-se na vida do Conde Egmont, que morreu em 1568 para libertar o seu povo do jugo dos espanhóis. Beethoven reviu-se na postura do herói flamengo, cujos traços de carácter são sugeridos através da música, numa situação política paralela às invasões napoleónicas que então decorriam.

 

Richard Strauss (1864 – 1949)

“Metamorphosen”, Estudo para 23 cordas solistas Op. 142 (1945)

 

A obra de Richard Strauss também reflecte o clima político da época – Metamorphosen foi escrita entre Agosto de 1944 e Março de 1945, quando se precipitava o final da Grande Guerra e a vitória dos aliados já era para todos evidente. A obra foi provavelmente buscar o seu título a Goethe, cuja poesia Strauss conhecia bem, e a melodia evoca a marcha fúnebre da Sinfonia Heróica de Beethoven. Este autêntico lamento para 23 instrumentos de corda solistas assinala um fim: duas semanas depois de ter sido concluído, Hitler suicidou-se.

 

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Sinfonia N.º 1 em Dó menor, Op. 68 (1876)

 

Um dos momentos mais marcantes da biografia de Brahms foi quando, em 1853, bateu à porta da casa dos Schumann, em Düsseldorf. Jovem, com apenas 20 anos de idade, deslumbrou o casal tocando ao piano durante horas a fio. Robert Schumann logo lhe vaticinou um lugar entre os melhores, fazendo questão de o anunciar publicamente. Assim aconteceu, mas o processo foi longo: só passados vinte e três anos, em 1876, foi estreada a sinfonia que, no entender de Brahms, seria merecedora do legado de Beethoven. A História deu razão a ambos.

 

BIOGRAFIAS

 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
A Orquestra Metropolitana de Lisboa estreou-se em 1992. Desde então os seus músicos asseguram intensa actividade com uma qualidade e versatilidade constantes, abordando géneros diversos, criando novos públicos e afirmando o carácter inovador do projecto “AMEC/ Metropolitana”, de que a OML é a face mais visível. Apresentou-se na Áustria, Bélgica, França, Itália, China, Índia, Coreia do Sul, Macau e Tailândia. Em 2009 tocou em Cabo-Verde numa ocasião histórica em que, pela primeira vez, se fez ouvir uma orquestra clássica no arquipélago. Tem gravados doze CD e, ao longo destes vinte e cinco anos, colaborou com inúmeros artistas de grande reputação no plano nacional e internacional.

 

Pedro Amaral
Pedro Amaral é natural de Lisboa e estudou composição, como aluno particular, com Fernando Lopes-Graça. Frequentou o Instituto Gregoriano de Lisboa antes de concluir o Curso de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Christopher Bochmann. Em Paris, orientado por Emmanuel Nunes, graduou-se com o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Na mesma cidade concluiu um Mestrado em Musicologia Contemporânea na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Estudou ainda direcção de orquestra com Peter Eötvös e Emílio Pomàrico e foi assistente de Karl-Heinz Stockhausen em diversos projectos. Professor Auxiliar da Universidade de Évora desde o ano lectivo de 2007/2008, Pedro Amaral é autor de várias obras, entre as quais se destacam “Transmutations”, “Script” a ópera “O Sonho” e a sua música é regularmente interpretada em importantes festivais de música contemporânea. Trabalha regularmente com a Orquestra Gulbenkian, a OrquestrUtopica, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra de Câmara Portuguesa e o Ensemble InterContemporain, entre outros. É, desde Julho de 2013, Director Artístico e Pedagógico da Orquestra Metropolitana de Lisboa.