22 Julho 21:30 | Orquestra Clássica do Centro

Ciclo da Música

 

22 de Julho, Sábado

21:30 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas
Custo: € 15

 

“De Portugal a Viena via Paris”

Orquestra Clássica do Centro

 

Andrew Swinnerton, maestro

 

Wolfgang A. Mozart (1756 – 1791)

Sinfonia N.º 31 em Ré Maior, “Paris”, KV 297 (1778)

  1. Allegro assai
  2. Andante
  3. Allegro

 

Marcos Portugal (1762 – 1830)

Abertura “Il Duca di Foix” (1805)

 

Wolfgang A. Mozart (1756 – 1791)

Sinfonia N.º 35  em Ré Maior, “Haffner”, KV 385 (1783)

  1. Allegro con spirito
  2. Andante
  3. Menuetto
  4. Finale (Presto)

 

Franz Schubert (1797 – 1828)

Entr’acte de “Rosamunde”, D 797 (1823)

 

 

NOTAS AO PROGRAMA

 

Wolfgang A. Mozart (1756 – 1791)

Sinfonia N.º 31 em Ré Maior, “Paris”, KV 297 (1778)

 

Ao longo de muitos anos, Mozart idealizou a capital francesa que conhecera na sua infância. Em Março de 1778, Mozart regressou finalmente a Paris, na companhia da sua mãe que veio a falecer pouco depois. A estada não foi o sucesso que tinha sonhado, mas o jovem compositor agarrou as oportunidades que surgiram de compôr música que vai directa ao coração do público. Assim aconteceu com a Sinfonia nº31, estreada em Paris em Junho de 1778, na qual joga sabiamente com as expectativas e reacções dos ouvintes.

 

Marcos Portugal (1762 – 1830)

Abertura “Il Duca di Foix” (1805)

 

Em 1805 Marcos Portugal compôs a ópera Il Duca di Foix para o Teatro São Carlos. O dramma per musica baseia-se em Amélie ou Le Duc de Foix, tragédia da autoria de Voltaire. A ópera, com libreto de Giuseppe Caravita, obteve um grande sucesso e a abertura demonstra bem a mestria do compositor português de fama internacional.

 

 Wolfgang A. Mozart  (1756 – 1791)

Sinfonia N.º 35  em Ré Maior, “Haffner”, KV 385 (1783)

 

A sinfonia Haffner foi composta em 1782, já de regresso a Áustria. Mozart residia então em Viena, estava cheio de trabalho e em plenos preparativos do seu casamento quando recebeu a proposta para compôr uma obra dedicada ao seu amigo Sigmund Haffner. A primeira versão ficou concluída antes da boda, mas em Março de 1783 Mozart terminou a versão que hoje conhecemos da sinfonia, uma das obras mais acarinhadas do compositor de Salzburgo.

 

Franz Schubert (1797 – 1828)

Entr’acte de “Rosamunde”, D 797 (1823)

 

Schubert tinha muita facilidade em escrever lieder, mas não compôs nenhuma ópera. A sua aproximação ao palco deu-se através da música incidental, da qual Rosamunde é um bom exemplo. Helmina von Chézy convenceu o compositor a escrever música para a sua peça Rosamunde, Fürstin von Zypern (Rosamunde, Princesa de Chipre), cuja estreia ocorreu em 1823. Com pouco tempo disponível, Schubert escreveu a música em apenas cinco dias, recuperando temas e até uma abertura prévia. A singela melodia do conhecido Entr’acte surge também num Impromptu para piano e num quarteto de cordas do mesmo compositor.

 

 

BIOGRAFIAS

 

Orquestra Clássica do Centro

A Orquestra Clássica do Centro foi formada em 2001 e ao longo destes anos tem procurado levar a música erudita a toda a Região Centro, colaborando com diversas entidades. Do seu historial têm-se destacado concertos em monumentos arquitectónicos, juntando no mesmo espaço os patrimónios arquitectónico e musical. Para além da actividade concertística, com a colaboração de vários solistas e maestros, a OCC tem promovido festivais, concursos e conferências, com especial destaque dado à guitarra portuguesa. Tem igualmente vindo a multiplicar a actuação de formações de câmara, disponibilizando um leque variado de programas. Em 2013 estreou, no Festival das Artes, a ópera “Os Sinos da Macieira” de Marina Pikoul. Editou livros e vários CD, dos quais se destacam “Cantar Coimbra 1 e 2”, “Suite Sinfónica Aeminium”, “Em Memória da Madrugada” e “Viagens no Imaginário da Morna”. Em 2014, na sequência de uma visita a Cabo Verde, a OCC acolheu em Coimbra o Centro de Transcrição da Criação Musical de Cabo Verde. Em 2015 assinou também um protocolo de colaboração com o Centro de Estudos da Morna. Recentemente, José Eduardo Gomes foi nomeado maestro titular da OCC. A direcção artística estratégica conta ainda com Vasco Martins, Luís Tinoco, Mário Alves e Marina Pacheco. Tem desde Setembro de 2015 o estatuto de ONG para o Desenvolvimento.

 
 

Andrew Swinnerton

A carreira de Andrew Swinnerton abrange as vertentes de oboísta, maestro e pedagogo. Para além de ter tocado com as mais reputadas orquestras inglesas, actuou como solista em vários países europeus como Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Bélgica e Suiça, bem como na China, Índia, Hong Kong, Macau e Marrocos em digressões com a Orquestra Gulbenkian. Como maestro tem uma sólida reputação como ensaiador de orquestras de jovens como a Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra Sinfónica Juvenil e Orquestra Sinfónica da Escola de Música de Lisboa. Tem trabalhado com a Orquestra do Norte, a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra Académica Metropolitana. Durante mais de 20 anos foi maestro director do Coro e Ensemble Bach de Lisboa onde dirigiu um vasto repertório coral de Bach a Kodaly. Como pedagogo lecciona há mais de 25 anos na Escola Superior de Música de Lisboa e foi professor na Escola Profissional de Música de Évora e na Universidade de Évora. É regularmente convidado para dar masterclasses em Portugal e no estrangeiro. O compositor Sérgio Azevedo dedicou-lhe várias obras para oboé, duas das quais estreadas no Festival das Artes.