Danças ao luar

26 de Julho, sábado

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões.

Preço: 10€;   8€ (Amigos do Festival das Artes, seniores, estudantes, desempregados e grupos)

 

 

Natacha Kudritskaya – piano

 

JEAN-PHILIPPE RAMEAU (1683-1764)

Rameau : Suite en Ré Maior

Les Tendres Plaintes
Les Niais de Sologne
Premier Double des Niais
Deuxième Double des Niais
Les Soupirs
La Joyeuse
La Follette
L’Entretien des Muses
Les Tourbillons
Les Cyclopes

 

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

Clair de Lune, de Suite Bergamasque

 

ENRIQUE GRANADOS (1867 – 1916)

Quejas ó la Maja y el Ruiseñor, de Goyescas

 

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770 – 1827)

Sonata Op.27 nº2, Ao luar | Mondscheinsonate

Adagio sostenuto
Allegretto
Presto agitato

FREDERIC CHOPIN (1810 – 1849)

Valsas Op.69 nº1 e Op.64 nº1

 

Jean Philippe Rameau foi a figura de proa da música francesa do século XVIII e um dos mais relevantes compositores franceses de sempre. Autor de cantatas, motetes e óperas, destacou-se sobretudo pelas obras que escreveu para cravo e pelos tratados teóricos que escreveu. A Suite em Ré Maior data de 1724 e integra o 2º volume de peças para cravo.

Em 1905 Claude Debussy publicou a Suite Bergamasque, obra para piano que homenageia a música francesa do século XVII e XVIII, nomeadamente de Rameau. Clair de Lune é a terceira das quatro peças que integram esta conhecida suite. Originalmente intitulada Promenade sentimentale , esta peça que evoca um ambiente onírico ganhou autonomia e é uma das mais conhecidas deste compositor.

Inspirado pelas pinturas do seu conterrâneo Francisco Goya, o compositor Enrique Granados escreveu uma suite para piano entre 1909 e 1912. A suite Goyescas é formada por 6 peças que evocam quadros concretos. Partindo desta obra para piano, Granados compôs a ópera Goyescas em 1915. Faleceu no ano seguinte, quando o barco onde seguia foi torpedeado pelos alemães no Canal da Mancha.

A Sonata op27 nº2, quasi una fantasia, é uma das mais célebres das 32 sonatas que Beethoven compôs. Escrita em 1801, foi dedicada a uma aluna do compositor, Giulietta Guicciardi, e reza a história que os dois se enamoraram, mas ela declinou o seu pedido de casamento. Ficou conhecida como Sonata Ao luar depois de um crítico ter escrito que a obra evocava o reflexo da lua no Lago Lucerna.

“Uma estrela em ascensão a não perder”

(Concertgebouw de Bruges)

A pianista ucraniana Natacha Kudritskaya é formada pela Escola de Música de Lysenko e pela Academia Nacional de Música Tchaikovsky (Kiev) onde estudou com Irina Barinova e Igor Riabov. Ingressou, aos 19 anos, no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, onde estudou com Alain Planès e Henri Barda, graduando-se com Muito Bom por unanimidade. Para além de ter participado em diversas masterclasses, nomeadamente com Dimitri Bashkirov, Claudio Martinez-Mehner, Christoph Eschenbach, Elisabeth Leonskata et Jean-Claude Pennetier, estudou ainda com Jacques Rouvier em Paris e Stephan Vladar em Viena, na Musikhoschule. Laureada com o primeiro prémio e o prémio especial Robert Casadesus no Concurso Internacional Vibrarte, em Paris, tocou em importantes salas de concerto e festivais, como a Cité de la Musique, Opéra Comique, Wigmore Hall, Sheldonian Theatre, Festival de Gstaad, Festival de Kumho, Festival de Holsterbro, l’Oxford Chamber Music Festival e o Concertgebouw de Bruges, entre outros. Participou igualmente em diversas digressões aos EUA com a Orquestra Sinfónica de Kiev. Em 2012 editou um cd inteiramente dedicado a obras de Rameau, com o qual conquistou a crítica: “Um Rameau grandioso e envolvente” (ResMusica).

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