A Cultura em Portugal deve muito às fundações que tantas vezes substituíram o Estado, trouxeram a modernidade, criaram equipas de gestores culturais.
Quando uma instituição, uma cidade ou uma paisagem chegam ao estatuto de Património Mundial da Humanidade, isso não é uma meta que se atinge, mas uma página que se abre para uma nova caminhada.

O Património é o tema do 6º Festival das Artes, que a Fundação Inês de Castro organiza em Coimbra e em especial na Quinta das Lágrimas, este ano para projectar a decisão da UNESCO de atribuir o estatuto à Universidade de Coimbra.

Por isso faz todo o sentido que o programa inclua um debate entre o Dr. Artur Santos Silva (Fundação Gulbenkian), o Eng. Luis Braga da Cruz (Fundação Serralves) e o Dr Antonio Gomes de Pinho (Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva), moderado pelo Dr. José Miguel Júdice (Fundação Inês de Castro) para debater o que as fundações culturais podem fazer para ajudar a consolidar o Património da Humanidade em Portugal.

O debate é no dia 27 de Julho, pelas 22h30, na Quinta das Lágrimas no Edifício Quatro Elementos (projecto de Gonçalo Byrne), logo a seguir a um concerto da “Estágio Gulbenkian para a Orquestra”, dirigida por Joana Carneiro, que tocarão Debussy, Dvorak e Tchaikovsky, no belíssimo e premiado Anfiteatro Colina de Camões (projecto de Cristina Castel-Branco junto à Fonte dos Amores)