Sete Lágrimas

14 de Julho 21:30 | Sete Lágrimas

Ciclo da Música

 

14 de Julho, Sábado

21:30 – Igreja do Convento São Francisco
Custo: € 16

 

“Amores na Diáspora”

Sete Lágrimas

 

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Tiago Matias, vihuela, tiorba e guitarra barroca
Rui Silva, percussão histórica

 
 

NOTAS AO PROGRAMA

 

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança. Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal, e muda a configuração do nosso “ADN” colectivo para sempre.

O projecto Diáspora conta com três títulos: “Diaspora.pt” (2008), “Terra” (2011) e “Península” (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos “negros” do século XVI/XVII ao “chorinho” brasileiro, passando pelas “mornas” africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc. Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem…

 
 

O mais importante foi, talvez, a genuína alegria com que todas as peças do programa foram tocadas e cantadas. Ambos foram excelentes toda a noite e o público entusiástico recompensou os artistas com um estrondoso aplauso e pediu dois encores.
Lukás Vytlacil, Opera PLUS ***** Rep. Checa 2014

 

[Diaspora.pt] é um caso de paixão à primeira vista: as vozes superiores, as guitarras condutoras, a percussão comedida.
João Gobern, Revista Sábado, Portugal 2009

 

O programa Diáspora deu-nos uma magnífica visão pelo variado repertório de música tradicional de diversos países e das trocas (fusões) com Portugal natal. Uma casa cheia testemunhou um ensemble muito equilibrado, com duas vozes masculinas numa brilhante harmonia com os instrumentos. Músicos e cantores revelaram, cada um da sua forma, o mais alto nível de talento, criatividade e técnica artística. A ovação no final foi mais do que merecida. Uma aventura tocante para a audiência e organizadores.
Frank Pauwels, Head Artistic Planning @ Muziekcentrum De Bijloke Gent , Bélgica 2017.

 
 

BIOGRAFIA

 

Sete Lágrimas

Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626).

Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade. Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico.

 

Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia. Em 2011, Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra “Lamento” ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira.

Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus onze títulos recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Sete Lágrimas tem o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU/Arte das Musas.

 

Co-produção da Câmara Municipal de Coimbra e da Fundação Inês de Castro