20 de Julho, Domingo

21h00 Anfiteatro Colina de Camões

Preço:  15€; 10€ (Amigos do Festival das Artes, seniores, estudantes, desempregados e grupos)

“Património sinfónico”

Orquestra Metropolitana de Lisboa

 

JOSEPH HAYDN (1732 – 1809)

Sinfonia nº 104, Londres

Adagio – allegro
Andante
Minuetto – trio
Finale: spiritoso

RUY COELHO (1889 – 1986)

Petite Symphonie n.º 1

Allegro
Andante
Allegro (ben ritmado)

WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756 – 1791)

Sinfonia nº41,  Júpiter

Allegro vivace
Andante cantabile
Minuetto: allegretto
Molto allegro

 

Orquestra Metropolitana de Lisboa; Daniel Smith, direcção musical

Para o seu concerto de despedida de Londres, Haydn compôs uma sinfonia cheia de inventividade e esplendor, que não só foi um sucesso esmagador, como se tornou numa das suas obras mais queridas. “Este homem maravilhoso nunca falha”- assim foi comentada, no jornal londrino Morning Chronicle, a estreia da Sinfonia nº104. Composta em 1795, encerrou um ciclo de 12 sinfonias escritas na capital britânica.

Natural de Alcácer do Sal, Ruy Coelho foi compositor, pianista, maestro e crítico. Estudou em Lisboa, no Conservatório Nacional e em Berlim, com Engelbert Humperdinck, Max Bruch e Arnold Schönberg. A sua obra está marcada pela influência da música tradicional portuguesa e por temáticas nacionalistas. Para a companhia de dança Verde Gaio escreveu um bailado intitulado “Inês de Castro”.  Compôs a Petite Symphonie no ano de 1928.

A Sinfonia nº 41 é uma das maiores criações de Mozart e a última sinfonia por ele composta, em 1788. O compositor vivia então um período difícil, cheio de dívidas. Escreveu esta obra em apenas 6 semanas e nela colocou toda a sua criatividade e genialidade. O resultado é uma obra grandiosa e cheia de entusiasmo e nobreza, o que explica o título de “Júpiter”, nome do mais importante deus da mitologia greco-romana.

A Orquestra Metropolitana de Lisboa estreou-se no dia 10 de Junho de 1992. Desde então, os seus músicos asseguram intensa actividade na qual a qualidade e a versatilidade têm presença constante, permitindo abordar géneros diversos, a criação de novos públicos e a afirmação do carácter inovador do projecto AMEC | Metropolitana, de que esta orquestra é a face mais visível. Desde o início, a Metropolitana é referência incontornável do panorama orquestral nacional. Apresentou-se em Estrasburgo, Bruxelas, Itália, Índia, Coreia do Sul, Macau, Tailândia e Áustria. Em 2009 tocou em Cabo-Verde; ocasião histórica em que, pela primeira vez, se fez ouvir uma orquestra clássica no arquipélago. No final de 2009 e início de 2010, efectuou uma digressão pela China. Mais recentemente, por ocasião do 20.º aniversário, regressou à capital belga. Tem gravados onze CD – um dos quais disco de platina. Ao longo destas duas décadas colaborou com inúmeros nomes de grande reputação no plano nacional e internacional. A Direcção Artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde Julho de 2013, assegurada pelo maestro e compositor Pedro Amaral.

A musicalidade, a energia e a atitude do maestro Daniel Smith criam uma forte ligação com os músicos e com o público. O músico autraliano tem vindo rapidamente a alcançar reconhecimento internacional após ter vencido o Concurso Internacional de Fitelberg onde ganhou igualmente o Prémio da Orquestra. Foi o segundo classificado no Concurso Internacional Sir Georg Solti, venceu o Concurso Internacional de Direção de Ópera Luigi Mancinelli e foi o maestro escolhido pela orquestra no Concurso Internacional Lutoslawski. Dirigiu orquestras de renome em países tão distintos como a França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, EUA, Itália, Polónia e Rússia, tendo agendados concertos em que vai dirigir a Orquestra Filarmónica de Londres, Orquestra Sinfónica Nacional da RAI e Orquestra Sinfónica Nacional da Irlanda, entre outras. Daniel Smith estudou direcção de orquestra com Jorma Panula, Neeme e Paavo Järvi, Gianluigi Gelmetti, Hugh Wolff e Peter Gülke.  Possui um mestrado em música do Conservatório de Sydney e é membro do Trinity College de Londres, da American Academy of Conducting de Aspen e da Universidade Mozarteum de Salzburgo.