Património Musical de Coimbra

19 de Julho, sábado

21h30 – Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra

Preço: 18€; 15€ (Amigos do Festival das Artes, seniores, estudantes, desempregados e grupos)

 

“Música vocal em Coimbra nos Séculos XVI e XVII”

Capella Duriensis

 

VILANCICO DO MOSTEIRO DE S.CRUZ DE COIMBRA (séc.XVII) | Andai ao portal pastores

FREI MANUEL CARDOSO (1566-1650) | Magnificat 1ºTom

FERNÃO GOMES CORREIA (residente em Coimbra entre 1505-32) | Missa OrbisFactor

Kyrie

Sanctus

Agnus Dei

Deo Gratias

 

CANÇÕES DE AMOR (séc.XVII)

ALONSO MUDARRA | Ysabel, perdiste la tu faxa (vilancico)

ANÓNIMO (Cancioneiro do Palácio) | Que me quereis, cavallero?

CARLOS SEIXAS (1704-1742) | Sonata para órgão No.LXXVI em Lá menor

JOÃO LOURENÇO REBELO (1610-1661) | Motete, Panis Angelicus

PEDRO DE CRISTO (1550-1618) | 4 Motetes

Tristis est anima mea

O magnum misterium

Virgo prudentissima

Beata Viscera Maria

 

VILANCICO DO MOSTEIRO DE S.CRUZ DE COIMBRA (séc.XVII) | Pois sois mãe da flor do campo

 

Capella Duriensis; Jonathan Ayerst, órgão e maestro; Ana dos Santos, encenação

 

«Dom Pedro de Cristo nasceu em Coimbra em c.1550. Passou a maior parte de sua vida em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, onde foi professor em 1571, embora tivesse estado também no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Mestre de capela do mosteiro, cargo de que foi titular a partir de 1597, Dom Pedro de Cristo foi ao mesmo tempo professor de música, cantor e tangedor de vários instrumentos, nomeadamente de tecla, harpa e flauta. Morreu em Coimbra, em 16 de Dezembro de 1618. Dom Pedro de Cristo pode ser considerado um dos maiores polifonistas do século XVI no domínio da música religiosa. É como compositor que tem o seu lugar na história, com a sua vasta obra vocal polifónica de 3 a 6 vozes.

Sobre o compositor Fernão Gomes Correia (residente em Coimbra entre 1505-1532), sabemos muito pouco. O estilo de escrita musical é antigo em contraste com o estilo polifónico mais fluente do seu sucessor em Coimbra, Pedro de Cristo. A Missa Orbis Factor é baseada na linha de cantochão com esse nome.

João Lourenço Rebelo (1610-1661) tornar-se-á o expoente máximo da produção musical saída da Capela Ducal de Vila Viçosa. Ingressou na Capela em 1624, como menino de coro, e concluídos os estudos foi imediatamente nomeado seu Mestre, vindo a ser professor de música do filho do duque, D. João. Tomando contacto, mesmo sem sair de Portugal, com técnicas e estilos de composição que floresciam noutros países, João Lourenço Rebelo valoriza o contributo de grandes coros (à maneira veneziana) e retira ao órgão a exclusividade do acompanhamento musical, inserindo neste a presença de instrumentos de sopro.

O Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, de onde provêm as peças contidas no presente volume, era em Portugal a casa-mãe dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e um dos principais centros de música portuguesa nos séculos XVI e XVII. O primeiro estudo histórico baseado em documentos contemporâneos apresenta-nos a imagem de uma comunidade musical auto-suficiente que empregava unicamente os seus próprios membros como cantores, executantes e mestres da música, apoiando-se igualmente neles como compositores e fabricantes de instrumentos.»

(Portugáliae Musica, 1983)

A Capella Duriensis é um ensemble vocal profissional que se especializou na interpretação de obras do período dourado da música portuguesa (séc. XVI e XVII). Com apenas três anos de existência, o grupo tem sido convidado frequente dos principais Festivais de Música em Portugal e já se apresentou, com as mais elogiosas críticas, no Reino Unido e em Espanha. Cumprindo uma agenda regular de ensaios, concertos e gravações ao longo de todo o ano, a Capella Duriensis prepara repertório desde os primeiros manuscritos de música medieval até ao repertório coral dos dias de hoje. Desde 2014 que a Capella Duriensis é um ensemble-residente da Escola de Música Santa Cecília no Porto, incluindo na sua agenda actividades de preparação de jovens cantores portugueses para o nível profissional da performance musical. A Capella Duriensis tem representado Portugal no âmbito da União Europeia de Radiodifusão, através da Antena 2 da RTP.

A paixão de Jonathan Ayerst para a música coral iniciou-se como coralista-menino na Catedral de Truro e na Escola da Catedral de Wells, ambas no Reino Unido. Especializou-se em piano e foi premiado com bolsas de estudo para estudar na Royal Academy of Music, onde se diplomou, estudando igualmente com Nellie Akopian. Em 2000 foi nomeado pianista do Remix Ensemble – Casa da Música, com o qual participou, muitas vezes como solista, em inúmeros festivais europeus.  Jonathan Ayerst desenvolve diversos projecto pedagógicos, com a ESMAE do Porto e a Academia de Música de Espinho.O seu trabalho com jovens cantores valeu-lhe um prémio da National Federation of Music Societies do Reino Unido. Ao longo de dois anos foi assistente de Paul Hillier com o Coro Casa da Música. Foi galardoado com o ARCO (Associate of the Royal College of Organists) pelo qual recebeu também o Prémio Sawyer and Durrant. Em 2012 foi premiado com a ‘Fellowship of the Royal College of Organists’.