Ciclo da Música

 

23 de Julho, Domingo

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas
Custo: € 15

 

Concerto de Encerramento

 

“Do Romântico ao Clássico”

Orquestra Gulbenkian

 

José Eduardo Gomes, maestro

Tamila Kharambura, violino

 

 

Felix Mendelssohn-Barthóldy (1809 – 1847)

Concerto para Violino e Orquestra em Mi menor, Op. 64 (1844)

  1. Allegro molto appassionato
  2. Andante
  3. Allegretto non troppo – Finale: Allegro molto vivace

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sinfonia N.º 7 em Lá Maior, Op. 92 (1812)

  1. Poco sostenuto – Vivace
  2. Allegretto
  3. Presto
  4. Allegro con brio

 

NOTAS AO PROGRAMA

Felix Mendelssohn-Barthóldy (1809 – 1847)

Concerto para Violino e Orquestra em Mi menor, Op. 64 (1844)

 

Derradeira obra em grande escala do compositor, o Concerto para Violino de Mendelssohn começou a ser esboçado no Verão de 1838. Dedicado ao virtuoso violinista Ferdinand David, amigo e cúmplice artístico de longa data, ficou concluído no final de 1844, tendo sido estreado no ano seguinte. O seu sucesso deve-se à grande qualidade musical e às inovações introduzidas, como a precoce apresentação do solista antes da grande entrada da orquestra. A melodia inicial, tão simples e cativante, deu muitas dores de cabeça a Mendelssohn, mas tornou-se numa das mais belas de sempre.

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sinfonia N.º 7 em Lá Maior, Op. 92 (1812)

 

Iniciada em 1811, a 7.ª Sinfonia ficou completa em Abril do ano seguinte. Consciente do seu próprio mérito, Beethoven afirmou que se tratava de uma das suas melhores obras. Richard Wagner apelidou a 7.ª sinfonia de “Apoteose da dança, a dança na sua mais alta condição”, ideia refutada por Vincent d’Indy, que a identifica mais com uma melodia de pássaro. Repleta de beleza e energia, foi um dos maiores sucessos em vida de Beethoven e o concerto de estreia beneficiou os soldados feridos na batalha de Hanau.

 

 

BIOGRAFIAS

 

Orquestra Gulbenkian

A Orquestra Gulbenkian foi fundada em 1962. Inicialmente constituída por doze músicos, conta hoje com um efectivo de sessenta e seis instrumentistas, número que pode ser aumentado de acordo com os programas executados. Esta constituição permite-lhe interpretar um amplo repertório, desde a música do Barroco à música contemporânea. Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza no Grande Auditório uma série regular de concertos em colaboração com alguns dos mais reputados maestros e intérpretes. Ao longo de mais de cinquenta anos distinguiu-se também em muitas das principais salas de concertos do mundo e gravou vários discos que receberam importantes prémios internacionais. Susanna Mälkki é a Maestrina Convidada Principal e Joana Carneiro e Pedro Neves são Maestros Convidados. Claudio Scimone, titular entre 1979 e 1986, é Maestro Honorário, e Lawrence Foster, titular entre 2002 e 2013, foi nomeado Maestro Emérito.

 

José Eduardo Gomes

Maestro e clarinetista, José Eduardo Gomes nasceu em 1983 em V.N. de Famalicão. Concluiu a licenciatura na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, na classe de António Saiote. Estudou Direcção de Orquestra e Direcção Coral na Escola Superior de Genebra, nas classes de Laurent Gay e Celso Antunes. Enquanto clarinetista foi premiado em concursos nacionais e internacionais, dos quais se destacam “Prémio Jovens Músicos” (PJM) da RTP/Antena2 e “Concurso Internacional Villa de Montroy, Valencia”. Na edição de 2016 do PJM foi premiado com o 2º prémio de Direcção de Orquestra, tendo obtido igualmente o prémio da orquestra. Foi maestro titular da Orchestre Chambre de Carouge (Suiça), assistente de Martin André na Orquestra Momentum Perpetuum e do maestro Peter Eötvös na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Enquanto maestro convidado já dirigiu diversas orquestras portuguesas e estrangeiras. Colabora regulamente com o projecto Orquestra Geração e com várias escolas um pouco por todo o país. Como instrumentista tem-se dedicado à música de câmara, sendo membro fundador do Quarteto Vintage. É maestro titular da Orquestra Clássica do Centro e da Orquestra Clássica da FEUP.

 

Tamila Kharambura

Tamila Kharambura nasceu em 1990 em Lviv (Ucrânia), numa família de músicos, iniciando a aprendizagem do violino com a mãe, Elena Kharambura. Prosseguiu os estudos com Gareguin Aroutounian na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML); com Pavel Vernikov em Fiesole (Itália) e com Vesna Stankovic-Moffatt na Universidade das Artes de Graz (Áustria). Foi bolseira da Fundação Medeiros e Almeida e da Fundação Calouste Gulbenkian. Actualmente é professora convidada de violino na ESML e colabora regularmente com várias orquestras vienenses, como a Synchron Stage Orchestra e a Wiener KammerOrchester. Em 2011, Tamila foi distinguida com o “Prémio Maestro Silva Pereira / Jovem Músico do Ano” na 25ª edição do “Prémio Jovens Músicos” da RTP/Antena2, no qual recebeu o 1º prémio em Violino Nível Superior. Tem-se apresentado a solo com diversas orquestras nacionais e internacionais. Está para breve a edição do CD com obras de António Pinho Vargas, cujo Concerto para Violino foi estreado por si em 2016, no CCB, ao lado da Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida por Garry Walker.