Festival das Artes 2010

Fotos da Autoria de Pedro Medeiros.

16 de Julho

Bem vindos a Coimbra

Ciclo da música (1)

18h00 Anfiteatro Colina de Camões

MOZART: Eine kleine Nachtmusik
JOSÉ AFONSO (arr. J. Firmino); Balada de Outono
V. CASEIRO (arr. E. Carrapatoso): Um Lago no Meio do Mar
WAGNER: Coro dos Peregrinos (de “Tannhäuser”)
Popular (arr. V. CASEIRO); Maria Faia
J. NIZZA / J. CALVÁRIO: Cantar de Emigração
L. GOES / R. P. BRANCO: Balada dos meus amores
V. CASEIRO: Mudança
ORFF: O Fortuna (de “Carmina Burana”)
Orquestra Clássica do Centro.
Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra
Direcção de Virgílio Caseiro

Caminha, Pêro Vaz

Ciclo da palavra (1)

21h30 — Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Uma selecção de trechos da “Carta de Pêro Vaz de Caminha”, lida por André Gago com música original de Carlos Barretto. Produção Teatro Instável.

É trivial dizer que a Carta de Pero Vaz de Caminha, datada de 1 de Maio de 1500, é a “certidão de nascimento do Brasil”. E é generalizado o reconhecimento da importância histórico/geográfica e sociológica deste texto do passageiro da nau de Pedro Álvares Cabral que achou a terra onde nasceriam Machado de Assis, Jorge Amado, Chico Buarque e tantos outros mais. Mas, como muito bem alerta Jaime Cortesão, ainda não foi feita justiça à Carta como um clássico da literatura em língua portuguesa. É como contribuição para reparar essa injustiça que se programa esta leitura.

Imaginário da Paisagem

Ciclo das artes plásticas (1)

22h00 – Centro de Artes Visuais (CAV)

Exposição com cerca de meia centena de obras da colecção BESart. Curador: João Silvério.

A colecção BESart apresenta no Centro de Artes Visuais a exposição Imaginário da Paisagem que reúne 21 artistas nacionais e estrangeiros. A exposição apresenta cerca de meia centena de obras e compreende um arco temporal que recua até à década de oitenta do séc. XX, a mesma década em que foram criados os Encontros de Fotografia Coimbra que, este ano, celebram 30 anos.

17 de Julho

Curtas sobre a água

Ciclo das artes plásticas (2)

17h00 – Santa Clara-A-Velha (Memorial “A água”)

Exibição de 11 filmes que reflectem os temas Água Fonte de Vida, A Água e as suas Paisagens, A Água e o Encontro Humano, Água, Recurso Partilhado. Produção: DuplaCena Programa Cultural da Participação Portuguesa na Expo Zaragoza 2008
Comissariado por António Câmara Manuel.

No âmbito da Expo Zaragoza 2008, foram convidados 11 jovens artistas portugueses cujo trabalho se estabeleceu já no século XXI. Messages é a recolha de ideias que inclui os temas da Expo Zaragoza 2008 (Água Fonte de Vida, A Água e as suas Paisagens, A Água e o Encontro Humano, Água,Recurso Partilhado) que resulta numa obra unificada na sua homogeneidade geracional, diferenciando-se na expressão artística e estética.

Do mar profundo

Ciclo das artes plásticas (3)

18h15 – Santa Clara-A-Velha (Mosteiro)

Exposição sobre as ilustrações de Miguelanxo Prado para o seu filme “De profundis”.
Comissário: João Miguel Lameiras.
“Homenagem ao mar, nossa reserva de vida e esperança e símbolo dos nossos pesadelos e sonhos”, nas palavras de Miguelanxo Prado, De Profundis dá vida e movimento a uma série de pinturas a óleo criadas pelo desenhador e realizador galego. São essas belíssimas ilustrações, acompanhadas por esboços e estudos preparatórios, que o coro alto da igreja de Santa Clara A Velha recolhe no âmbito de uma exposição integrada no 2º Festival das Artes.

A rã e a truta

Ciclo da música (2)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

HAYDN: Quarteto op. 50 nº6, “A rã”
SCHUBERT: Quinteto D.667, “A truta” (a)
Quarteto de Cordas de Matosinhos
Pedro Burmester, piano (a), António Augusto Aguiar, contrabaixo (a).

A rã e a truta são espécies que, pelo seu habitat, pretextam (com algum oportunismo, pois) programar, para um festival cujo mote é a água, duas obras do reportório da chamada música de câmara que as evocam. A sugestão sonora do coaxar das rãs no último andamento do quarteto de Haydn, valeu-lhe o título que, a partir do século XIX, lhe foi aposto pelos editores. Mais explícita é a presença da truta, nas variações do quarto e penúltimo andamento do quinteto de Schubert, sobre um tema que tinha sido inventado pelo compositor para o lied “A Truta”, anteriormente escrito sobre um poema de Schubart.

Uma gota no Oceano

Ciclo das conferências (1)

As metáforas da água, a sua representação real, surreal, ilustrativa ou diferida, a sua evocação esculpida, pintada ou fotografada são pretexto, assunto e matéria frequentes da história da iniciativa artística. O espanto surge quando apercebemos numa obra um modo singular de a convocar, uma fracção ou forma de ser água que nunca vimos nem pensámos, uma gota irrepetível cativada a um oceano.

18 de Julho

Regata Barcos-Dragão

Ciclo da esperança (1)

11h00 – Parque Verde Mondego

Organização da prova desportiva pela Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Coimbra com a Associação Naval Amorense

O Barco-Dragão é um barco tradicional chinês associado a um desporto de grupo, muito apelativo, praticado em vários países do mundo. Surgiu em Portugal, pela primeira vez na cidade do Porto em 1993, inserido na semana de Macau. Posteriormente, com a Expo 98 vieram para Portugal 10 barcos, por iniciativa do pavilhão de Macau, tendo cinco deles sido entregues no final do evento à Associação Naval Amorense (A.N.A.) e os restantes cinco doados à mesma associação, no ano de 2009, pela Administração do Porto de Lisboa, tendo sido objecto de uma acção de recuperação devido ao mau estado de conservação em que se encontravam.

Valsamar

Ciclo das artes plásticas (4)

Ciclo das artes plásticas (4)

17h00 – Museu da Água

Uma instalação de António Barros em diálogo com um texto de José Tolentino Mendonça. Exposição evocativa da poesia da água a partir de uma leitura das narrativas colhidas ao desenho das marés nas praias de areia negra do Funchal.

O ‘environment’ criado para o ‘objecto-livro’ que em Valsamar se opera, comunga a leitura de um poema de José Tolentino Mendonça, com a visita ao desenho que António Barros colhe à coreografia deixada pelo mar, quando, na subida das marés, estas vestem as praias de areia negra na costa basáltica da ilha (Funchal, 2005).

Por este rio acima

Ciclo do património (1)

Percurso no rio Mondego, a bordo do barco “Basófias”, com música de jazz (agrupamentos profissionais) e um pôr-de-sol gourmet.

Descobrir os encantos de Coimbra num percurso ao longo do rio, a bordo do barco “O Basófias”, embarcação vinda de França e especialmente construída para a navegação no rio Mondego, a operar desde 1993. Actuação ao vivo de músicos de jazz:
Beatriz Portugal – Voz
Nuno Ferreira – guitarra

Cantos à tona d’água

Ciclo da música (3)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Obras de Gluck, Beethoven, Schubert. J. Strauss, Mahler, Offenbach, Verdi, Puccini
Orquestra Metropolitana de Lisboa. Coro Sinfónico Lisboa Cantat
Direcção de Cesário Costa

Uma proposta de viagem, no tempo e no espaço, prefaciada pelo paraíso onde Orfeo caminha na demanda de Euridice, que desce à terra, à Viena das primeiras décadas do século XIX para testemunhar a apropriação por Beethoven e Schubert da poesia de Goethe. A mesma Viena em que J. Strauss exalta o azul Danúbio e Mahler escreve o Adagietto indissociável dos canais que rasgam a Veneza onde morrerá o protagonista do filme de Visconti. E, finalmente, uma digressão por 3 continentes em 3 coros de óperas: o dos escravos hebreus, à beira do rio Eufrates, sonhando com o Jordão, o que acompanha a barcarola que irá arrastar Hoffmann a perder a sua alma e o dos marinheiros que, no porto de Nagasaki, adormecem na última noite de vida de Cio-Cio-San.

Águas mil

Ciclo das conferências (2)

22h30 – Sala Aqua, Quinta das Lágrimas

Uma viagem pelos estados e maneiras da água ao longo da história da fotografia (e não só). Conferência por Jorge Calado.

Uma viagem pelos estados e maneiras da água ao longo da história da fotografia (e não só). A água é um nascimento e um baptismo. Às mães, rebentam-se-lhe as águas; a fotografia tradicional do negativo-positivo também nasceu na água. Tales de Mileto achava que tudo era feito de água e Joan Baptista van Helmont (e, depois, Robert Boyle) fizeram experiências para o provar. Daqui à história da fotografia vai um passo. Águas para todos os gostos.

19 de Julho

Inventar a Água

Ciclo da Esperança (2)

18h30 – Quinta das Lágrimas

Inauguração da exposição permanente

Trabalho escolar sobre “A Menina do Mar” de Sophia de Mello Brynner e “A Sereiazinha” de C. Andersen.

Correntes de Esperança

Ciclo da Esperança (3)

19h15 – Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Concerto pela Orquestra Geração dirigida por Osvaldo Ferreira. Apresentação do projecto e demonstração de metodologia de ensino.

A Orquestra Geração nasce de um desafio feito há 3 anos pela Câmara Musical da Amadora a António Wagner Dinis para formar uma orquestra juvenil que se constituísse um projecto de inclusão exemplar, reunindo jovens de chamados bairros problemáticos, apoiados pelas suas famílias e pelas escolas que frequentam.

20 de Julho

Contos à volta do Lago

Ciclo da Esperança (4)

10h30 – Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Contadores profissionais, propostos pela Camaleão Associação Cultural, com sede em Coimbra, seleccionam histórias para crianças, tendo a água como pretexto. Repete a 27 de Julho.

Estórias para inundar os sonhos. Para provocar a imaginação. Nada melhor do que meia dúzia de contos para nos deixar a cabeça a borboletear. Nada melhor que a palavra para nos passar uma rasteira bem rasteirinha que nos leva com o nariz até ao pó do chão do lado invisível da terra.

Aguas Filmadas

Ciclo das Conferências (3)

A água como elemento narrativo no cinema: lugar de morte ou espaço de liberdade? Por Abílio Hernandez.

O cinema filma a água de infindas maneiras. Muitas vezes como espaço de morte, outras de liberdade. Lugares que tanto separam como unem, as águas filmadas constituem-se em palcos de imprevisíveis viagens ao que de mais secreto e mais indizível se oculta no espírito humano.

Respirar (debaixo de água)

Ciclo de Cinema (1)

22h15 – Santa Clara-a-Velha (Auditório)

Filme de António Ferreira (2000), seguido de debate com o realizador, moderado por Abílio Hernandez.

“Respirar (debaixo de água)” (2000), de António Ferreira foi premiado no Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde e recebeu os prémio Jovem Cineasta, Melhor Realização e Prémio Especial RTP “Onda Curta”. Internacionalmente, recebeu diversos prémios, designadamente no New York International Independent Film & Video Festival  (EUA), no Festival Internacional de Cine Independente de Ourense em Espanha (melhor filme), no Festival du Film Court de Brest em França (melhor média metragem europeia) e no Festival Ibérico de Cortometrajes Badajoz em Espanha (melhor filme, melhor realização e melhor fotografia).

21 de Julho

Auto da Barca do Inferno

 

Ciclo da Coreografia (1)

21h30 – Teatro da Cerca de São Bernardo

Clássico de Gil Vicente numa nova produção do TEUC, Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra. Encenação de Ricardo Correia.

Trazer à cena o Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, é uma proposta arriscada, mas que permite aos Fazedores e público, revisitar os genes do nosso teatro. A questão a colocar não é se faz ou não sentido fazer Gil Vicente hoje, a resposta é óbvia, mas poderá ser: como fazer Gil Vicente transpostos 500 anos? Como comunicar todas as suas nuances, a sua musicalidade, e integra-lo no aqui e agora, sem esquecer que Coimbra, Gil Vicente, e o TEUC, traçaram tangentes tantas vezes.

22 de Julho

Sabores e Luxúrias

Ciclo da gastronomia (1)

21h30 – Santa Clara-a-Velha (Auditório)

A explosão do comércio das águas engarrafadas, seus locais de culto e os mistérios de um mercado explorador da luxúria. Por José Bento dos Santos.

A simples menção da palavra “água” faz de imediato vir à memoria os riachos das montanhas ou os calmos lagos com pássaros ou o mar imenso e salgado, as lágrimas e suor que levam à glória, o prazer único e intenso de beber um copo de água fresca. Mas com idêntica força e beleza, associa-se aos caldos reconfortantes, ao chá perfumado ou ao café fragante, ao consomé delicado ou às sopas que rescendem, a uma cozedura em vapor em banho maria ou escalfada, à frescura do sorvete ou do granizado. Ou como simplesmente escreveu Saint-Exupéry: ” a felicidade na sua forma infinitamente simples”.

Com água na boca (I)

Ciclo de Gastronomia (2)

20h00 – Hotel Quinta das Lágrimas, Relais & Chateaux

Concepção do jovem Chef Vitor Dias, com Albano Lourenço (Chef do Ano 2010 da Academia Portuguesa de Gastronomia e 1 estrela Michelin no restaurante Arcadas na Quinta das Lágrimas) como ajudante.

Revolta na Bounty

Ciclo de Cinema (2)

21h30 – 22h00 – Santa Clara-a-Velha (Auditório)

“Mutiny on the bounty” (1935). Filme de Frank Lloyd, com Charles Laughton, Clark Gable, Franchot Tone.

Dos 134 filmes que Frank Lloyd realizou, nenhum como “Mutiny on the Bounty” lhe garantiu uma presença tão prestigiante na história do cinema. Conseguindo o feito singular de ter conseguido, em 1935, 3 nomeações para o Oscar de melhor interpretação masculina (Charles Laughton, Clark Gable e Franchot Tone), para além das candidaturas a melhor realizador, melhor montagem, melhor banda sonora e melhor argumento e ganho a estatueta para o melhor filme do ano. Fasquia demasiado alta para a concorrência posterior sobre o mesmo tema: a de Lewis Milestone (com Marlon Brando e Trevor Howard) e a de Roger Donaldson (com mel Gibson e Anthony Hopkins).

23 de Julho

Água e Patrimonio

Ciclo da Vida (1)

18h30 – Santa Clara-A-Velha (Auditório)

Projecto escolar para o ensino secundário, sobre o tema “A importância da água na construção, abandono e recuperação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha”.

“Santa Clara, uma história submersa” e “Areias do Mondego escondem Santa Clara-a -Velha” são trabalhos realizados por alunos do 12º ano da Escola Secundária de Jaime Cortesão que remetem para a complexa problemática das águas fluviais na fisionomia da cidade de Coimbra, na sobrevivência do velho do Mosteiro e na própria vida dos conimbricenses.

Tempestades e Bonanças

Ciclo da música (4)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

SIBELIUS: O cisne de Tuonela
CHAUSSON: Poème de l’amour et de la mer
BEETHOVEN: Sinfonia nº 6, “Pastoral”
Orquestra Gulbenkian
Direcção de Joana Carneiro. Solista: Ana Quintans

A “Pastoral” é a única das 9 sinfonias de Beethoven que nos convoca para a contemplação da natureza, dos seus êxtases e desassossegos, sublimados numa linguagem em que o compositor pretendeu transcender uma apropriação meramente naturalista da vida campestre. Avançando na história, mas recuando na ordem do programa, a oportunidade, infelizmente rara, de ouvir o “Poema do amor e do mar” de um Chausson prematuramente desaparecido (devido a uma fatal queda de bicicleta) quando era um dos mais inspirados protagonistas da transição entre o academismo do seu professor César Franck e a modernidade coveira do romantismo do seu protegido Debussy. Num último passo em direcção ao século XX o programa começa com a evocação, por Sibelius, do cisne habitante das águas que submergem Tuonela, o reino subterrâneo dos mortos na mitologia nórdica.

Desenhar a Água

Ciclo das Conferências (4)

22h30 – Sala Aqua, Quinta das Lágrimas

Uma viagem pelos mares de tinta de três grandes nomes da banda desenhada europeia: Hugo Pratt, François Bourgeon e Miguelanxo. Conferência por João Miguel Lameiras.

Do Oceano Pacífico, que é narrador da primeira aventura de Corto Maltese, o marinheiro criado por Pratt, aos mares que Os passageiros do Vento de Bourgeon sulcam, até à água omnipresente na obra de Prado, esta viagem pelos mares de tinta de Hugo Pratt, François Bourgeon e Miguelanxo Prado, João Lameiras analisa a forma como a água (e, em especial, o mar) está presente na obra destes três grandes nome da Banda Desenhada europeia.

24 de Julho

Coimbra, um outro olhar

Ciclo do Património (2)

11h00 – Partida: em frente ao Museu Machado de Castro

Percurso turístico criado em 2009 pelos serviços culturais da CMC, com apontamentos cénicos da autoria da Casa da Esquina sobre alguns dos escritores mencionados no dito percurso.

Percurso pedonal por artérias menos exploradas da Alta Coimbrã, promovendo e valorizando o património local com destaque para o contexto histórico, arquitectónico e sócio-cultural da cidade. Ao percurso juntam-se apontamentos cénicos específicos sobre personalidades literárias ligadas à cidade e antigos estudantes, com destaque para Eça de Queirós, António Nobre e Miguel Torga.
Produção artística: Casa da Esquina. Criação e interpretação de Ricardo Correia, Nicola Brites e Carlos Marques. Músico: Rini (Acordeonista). Organização: CMC Departamento de Cultura/Divisão de Acção Cultural e Festival das Artes

E a água aqui tão perto

Ciclo da vida (2)

16h00 – Santa Clara-A-Velha (Mosteiro)

Debate sobre a água e cidadania

Helena Freitas (Universidade de Coimbra)
Nelson Geada (Águas do Mondego)
João Tavares (Brisa)
Francisco Manso (Engirega)

Cintilações pianísticas

Ciclo da Música (5)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Obras de Chopin, Liszt, Ravel e Chopin
Etsuko Hirosé, piano

Chopin, Liszt, Debussy e Ravel têm em comum, nas suas contribuições para o melhor do património musical, a relevância concedida ao piano na projecção de trajectórias essenciais da sua evolução expressiva e estética. No caso de Chopin, essa proeminência é mesmo uma omnipresença, mas em Liszt é também o piano que, em geral, acolhe as suas mais audaciosas conquistas formais, harmónicas e melódicas. A estes expoentes do romantismo nas suas manifestações mais intimistas (Chopin) e mais exacerbadas (Liszt), respondem Debussy e Ravel com a conquista de uma fluidez das estruturas formais, de uma liberdade de relações tonais, de um protagonismo atribuído ao requinte tímbrico e à sofisticação melódica, que redireccionam irreversivelmente a história da escrita pianística ou mesmo da música em geral.

Os 4 rios do paraiso

Ciclo das conferências (5)

A água como elemento de expressão estética nos jardins e na arquitectura. Conferência por Cristina Castel-Branco.

A importância simbólica e o valor estético da água são um elemento recorrente de todas as civilizações que, ao longo dos séculos, manipularam com grande perícia a água em jardins e paisagens. A evolução cientifica, permitiu evoluções surpreendentes na concepção de projectos de arquitectura paisagista, revelando técnicas e sabedorias milenares, em que entroncam os jardins portugueses, entrançando-se conhecimentos “destilados” de várias origens.

25 de Julho

Dos vinhos em volta

Ciclo do património (3)

11h00 – Partida do Hotel das Lágrimas

Quinta do Encontro, Enoturismo, Adega Design. Contacto com as várias fases do processo produtivo, da vinha à prova.

Com uma história que remonta aos anos 30 do século passado, a Quinta do Encontro, possui uma afamada tradição de vinhos da região da Bairrada. Os vinhos são caracterizados por um estilo moderno, actual e atractivo para os exigentes enófilos, e que resultam dos 20 hectares de vinhas próprias, composta por diversas castas, como o Bical, Maria Gomes, Arinto, Touriga Nacional, Merlot e Baga.

Por este rio acima

Ciclo do património (4)

18h00 – Cais de Embarque (Parque da Cidade)

Percurso no rio Mondego, a bordo do barco “Basófias”, com música de jazz (agrupamentos profissionais) e um pôr-de-sol gourmet.

Descobrir os encantos de Coimbra num percurso ao longo do rio, a bordo do barco “O Basófias”, embarcação vinda de França e especialmente construída para a navegação no rio Mondego, a operar desde 1993. Actuação ao vivo de músicos de jazz.

Sofia Vitória 4teto: João Custódio (contrabaixo), Júlio Resende (piano), Bruno Pedroso (bateria), Sofia Vitória (voz)

Ondulações barrocas

Ciclo da música (6)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

HANDEL: Water Music I – HWV 348
DALL’ABACO: Concerto op. 5 nº3
HANDEL: Water Music II – HWV 350
TELEMANN: Concerto para flauta e flauta transversa TWV 52:e1
Concerto Köln

Toda a música aquática de Handel, na companhia de obras suas contemporâneas de Telemann e da raridade do veronês dall’Abaco.

O rosto da Água

Ciclo da vida (3)

22h30 – Sala Aqua, Quinta das Lágrimas

A versatilidade simbólica da água e infinidade dos seus usos na esfera prática, desde o começo da civilização humana. Por Viriato Soromenho Marques.

A água é talvez o mais enigmático dos quatro elementos, pela sua versatilidade simbólica e pela infinidade de usos na esfera prática. A civilização humana não começou com a escrita, mas com as primeiras formas de irrigação na Mesopotâmia. Mas é na água, como entidade terapêutica, que se recuperam as forças do corpo, como é também na travessia das águas que se assinalam metamorfoses do espírito e da consciência.

27 de Julho

Santificados manjares

Ciclo da gastronomia (3)

20h00 – Hotel Quinta das Lágrimas, Relais & Chateaux

Concepção de Santi Santamaria (o chef ibérico que há mais anos tem 3 estrelas Michelin)

Santi Santamaria é um prestigiado chefe catalão, nascido em Sant Celoni, que trouxe ao universo gastronómico uma interpretação moderna da cozinha tradicional catalã, utilizando os ingredientes mais frescos do Mediterrâneo.

Os oceanos de Pérrin

Ciclo do cinema (3)

“Os oceanos de Perrin”

“Océans” (2009). Filme de Jacques Perrin.

”Océans” de Jacques Perrin (2009) foi realizado em parceria com a Agência Espacial Europeia, que com os seus satélites captou imagens magníficas que mostram não só a beleza dos oceanos mas, também, a sua destruição. “Océans” revela os segredos da profundidade dos oceanos. Através deste documentário, Jacques Perrin pretende despertar a consciência dos cidadãos de todo o mundo para a destruição dos oceanos. Com estreia no Japão em 2009, “Océans” só chegou este ano a alguns países europeus, como França, Alemanha, Suiça e Itália, entre outros.

28 de Julho

Movimentos fugidios

Ciclo da música (7)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Obras de António Pinho Vargas, Debussy, Berio, Stockhausen e Ligeti.
António Pinho Vargas, piano; Miguel Henriques, piano; Sónia Alcobaça, soprano; Ana Maria Santos, clarinete; Carlos Gomes, violoncelo.

O formato da carta branca que presidiu ao convite para este concerto e temática da água permitiu entrecruzar duas vertentes; uma parte do meu percurso musical começando com duas peças compostas para os meus grupos de jazz dos anos 80 e terminando com 3 obras compostas a partir de 2000; e uma breve mas eloquente panorâmica de música para piano do século XX. Em qualquer deste dois eixos manifesta-se a atracção dos compositores por vários aspectos relacionados com a água, com os seus reflexos, com os seus movimentos, com a sua associação com o choro humano. Mas acima de tudo com o forte poder metafórico que nos atrai, nos motiva e simultaneamente nos liberta (António Pinho Vargas).

29 de Julho

Com Água na boca (II)

Ciclo da gastronomia (4)

22h30 – Sala Aqua, Quinta das Lágrimas

Concepção da jovem Chef Ana Moura, com Joachim Koerper (Grand Chef Relais & Chateaux e 1 estrela Michelin no restaurante Eleven) como ajudante;

A rainha africana

Ciclo do cinema (4)

21h30 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“The African queen” (1951). Filme de John Huston, com Katharine Hepburn, Humphrey Bogart, Robert Morley.

“The African queen” reúne, em 1951, sob a direcção de John Huston (1906-1987), dois actores que na década de 40 tinham conquistado um estatuto mítico no cinema americano: Humphrey Bogart e Katharine Hepburn. O primeiro, ganharia, com a sua interpretação o único Óscar da sua carreira, num tempo em que a atribuição deste troféu era sinónimo de qualidade cinéfila, a segunda conseguiu uma das suas 12 nomeações para melhor actriz, por 4 vezes vencedoras. Ambos ficariam a dever muito das suas brilhantes criações à desenvoltura, à inteligência, à subtileza, de um diálogo de autoria partilhada entre James Agee e o próprio realizador.

30 de Julho

Linhas de Água

Ciclo da música (8)

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

”Water lines”. Sexteto Angles: Magnus Broo (trompete), Mats Äleklint (trombone), Martin Küchen (saxofone alto), Mattias Stähl (vibraphone), Johan Berthling (contrabaixo), Kjell Nordeson (percussão)

É nas actuações ao vivo que a música orgânica e quente dos Angles tem mais impacto. “Water lines” resulta da residência que o sexteto sueco efectuou na cidade de Coimbra, em Maio de 2009. A inspiração para as peças apresentadas foi fornecida pela cidade de Coimbra e pelo rio Mondego. Martin Küchen, o saxofonista alto que lidera este sexteto, chamou-lhe “Water Lines”, peças que se desenvolvem ao sabor da corrente, simultaneamente constrangidas (pelas margens subtilmente definidas pelo grupo) e livres (permitindo que os elementos improvisem, estabeleçam novas coordenadas e, portanto, desenhem novas margens).

Marcas da àgua

Ciclo das conferências (6)

20h00 – Hotel Quinta das Lágrimas, Relais & Chateaux

As marcas da água na cidade de Coimbra, preservadas nas fotografias das cheias do Mondego, das actividades no rio e da história do mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Por Alexandre Ramires.

Coimbra sofreu ao longo do século XIX variadas transformações provocadas pela relação com as águas do Mondego, marcada pela necessidade de defesa contra as cheias, de que são exemplos o alteamento do Largo de Sansão e o convento de Santa Clara-A-Velha. Esta evolução ficou registada por fotografias que serão mostradas e comentadas, atribuídas as suas autorias, justificadas as datações e revelados alguns surpreendentes detalhes dessas transformações.

31 de Julho

As Águas dos rios

Ciclo da vida (4)

16h00 – Santa Clara-a-Velha (Mosteiro)

Debate sobre a gestão de recursos hídricos.
Francisco Nunes Correia (Instituto Superior Técnico)
Paulo Constantino (proTEJO)
Moderador: João Pedro Rodrigues (Águas de Portugal)

A menina do mar

Ciclo da palavra (2)

21h30 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

“A menina do mar”

O conto de Sophia de Mello Breyner, “A Menina do Mar”, lido por Beatriz Batarda, com composição musical original de Bernardo Sassetti.

A Menina do Mar é um dos contos mais conhecidos de Sophia de Mello Breyner Andressen.
É a história de um menino que vive na terra e de uma menina que vive no mar. Do seu encontro nasce uma profunda amizade e o desejo de estarem juntos. A menina deseja viver na terra e o menino sonha com o fundo mar. No entanto, surgem obstáculos que proíbem a realização dos seus sonhos. Depois de muitas aventuras, o menino escolhe beber uma poção mágica que lhe permitirá viver para sempre com a sua Menina do Mar.

1 de Agosto

Desta Água que corre

Ciclo do património (6)

10h00 – Partida do Hotel das Lágrimas

Visita ao complexo termal do Luso e Palácio do Buçaco e envolvente (mata e capela), conduzida por técnico da Região do Turismo do Centro.

Maiorca

Ciclo da coreografia (2)

21h30 – Anfiteatro Colina de Camões, Quinta das Lágrimas

Coreografia de Paulo Ribeiro na qual se evoca, a partir dos 24 Prelúdios de Chopin interpretados por Pedro Burmester, o Inverno tenebroso que o músico passou, em 1838, em Maiorca, com George Sand.

Paulo Ribeiro volta à essência. Para o coreógrafo não é o movimento que conta, é a sua génese, não é o coração, é a alma. Já Chopin fazia a apologia da primazia da forma, em detrimento da alma. É neste contra-ciclo, que coreógrafo e compositor se encontram. Em “Maiorca”, o coreógrafo cria dança à dimensão da música, provocando o público a deixar-se transportar sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora, da razão. Porque, ao fim de 25 anos de criações, o desafio maior para Paulo Ribeiro continua a ser o de tornar a dança uma arte que convoca todos, independentemente das particularidades de cada um.

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