24 de Julho, 5ª feira

21h00 – Anfiteatro Colina de Camões.

Preço: 10€;   8€ (Amigos do Festival das Artes, seniores, estudantes, desempregados e grupos)

Raúl da Costa

 

SCHUBERT (1797 – 1828) / LISZT (1811 – 1886)

4 Lieder

Para cantar sobre as águas | Auf dem Wasser zu Singen
Margarida na roca | Gretchen am Spinnrade
Serenata | Ständchen
O rei dos Álamos | Erlkönig


LUÍS COSTA (1879 – 1960)

Campanários
Roda o Vento nas Searas

 

MAURICE RAVEL (1875 – 1937)

Valsas Nobres e Sentimentais

 

JOSÉ VIANNA DA MOTTA (1868 – 1948)

Balada Op. 16

 

FRANZ LISZT (1811 – 1886)

Rapsódia Espanhola

 

Raúl da Costa, piano

Ao longo dos seus 31 anos de vida, Schubert escreveu uma extensa obra musical. Destacam-se a centenas de canções, ou lieder, género no qual foi particulamente influente e brilhante. O modo como articula a voz e o piano, as melodias inesquecíveis, a forma como a música reflecte o texto fazem com que, ainda hoje, sejam consideradas obras-primas.

Franz Liszt deslocou-se a Viena para participar em concertos de solidariedade com as vítimas de um violento desastre natural na sua Hungria natal. Esta viagem fê-lo redescobrir os lieder de Schubert, que de imediato adaptou ao piano, simultaneamente respeitando e engrandecendo o original.

Luís Costa foi um destacado pianista e compositor português, do Norte do país. Estudou com Bernardo Moreira de Sá, que viria a tornar-se seu sogro, e com Vianna da Motta, Stavenhagen, Ansorge e Busoni, seguindo a linhagem de Liszt. A sua obra reflecte o gosto pela natureza, nomeadamente pelas paisagens minhotas que conheceu na infância.

Schubert foi um dos primeiros grandes compositores a abordar a valsa. Publicou 34 valsas sentimentais e 12 valsas nobres. Em 1911 o pianista e compositor francês Maurice Ravel descobriu e tocou estas obras.  Por elas inspirado, decidiu escrever o seu próprio ciclo de 8 valsas, dedicadas ao “prazer delicioso e sempre renovado de uma ocupação inútil ”.

Vianna da Motta foi um dos últimos e mais destacados discípulos de Franz Liszt, com quem estudou em Weimar, em 1885. Para além de extraordinário pianista e pedagogo, foi pioneiro na introdução de material musical popular português nas suas composições. A Balada op.16 (1905) é disso um bom exemplo, citando dois temas populares: “A Tricana da aldeia” e “Ave Maria”.

A Rapsódia Espanhola foi composta por Liszt em 1858 (1863?) e evoca igualmente duas músicas de origem ibérica: Jota Aragonesa, dança da região de Aragão, no Norte de Espanha e o conhecido tema La Folia, cuja origem se perde no tempo, mas é mencionada pela 1ª vez num manuscrito português do séc XV.

Raúl da Costa nasceu na Póvoa de Varzim em 1993 e começou a estudar música com 7 anos de idade. Ingressou na Academia de Música S.Pio X, estudando com Álvaro Teixeira Lopes. Em 2011 iniciou os seus estudos na Hochschule für Musik, Theater und Medien, em Hannover, na classe do já falecido Karl-Heinz Kämmerling. Estuda actualmente com Bernd Goetzke. Participou em masterclasses com Dmitri Bashkirov, Galina Eguiazarova, Lev Natochenny, Roger Muraro, Boris Berezovsky, Maria João Pires, Miguel Borges Coelho e Artur Pizarro, com quem trabalha regularmente.

Desde muito novo que se apresenta em público, tocando em importantes salas de concerto nacionais e participando em festivais. Foi distinguido por quatro vezes com “A Melhor Interpretação de obra portuguesa” e foi premiado no 1º Concurso da União Europeia, onde representou Portugal. Foi galardoado com o 1º prémio no Concurso Internacional de Piano em San Sebastian (Espanha), o Concurso Scriabin (Paris) e, mais recentemente, no Concurso Young Pianist of the North (Membro da Fundação Alink-Argerich) em Newcastle (Inglaterra).

É bolseiro da Yamaha Musical Foundation of Europe e da Yehudi Menuhin Live Music Now Foundation e lecciona na universidade onde conclui os seus estudos.