Realização: Alain Resnais e Robert Hessens

Texto de Paul Éluard, dito por Jacques Pruvost e Maria Casares.

Ano:  1950. Duração: 13´

Em 26 de abril 1937, a pequena cidade basca de Guernica é destruída pelas bombas da aviação alemã ao serviço de Franco. 2000 civis morrem e a árvore da liberdade, plantada no centro da cidade, é destruída. Fora a primeira vez que uma força aérea atacava e massacrava uma população civil. O filme evoca o massacre usando como principal material a Guernica de Picasso e outras obras do pintor. Para Resnais, a arte é não só um instrumento de denúncia do horror e da barbárie do fascismo, mas também objeto primeiro do tratamento cinematográfico, numa montagem complexa, de tom elegíaco, que conjuga as imagens da cidade e das telas de Picasso com o texto escrito de Éluard e às vozes de Casarès e Pruvost. O tema da guerra civil espanhola será retomado por Resnais em La guerre est finie (1966).