Geoffroy Couteau

18 de Julho 21:00 | Geoffroy Couteau

Ciclo da Música

 

18 de Julho, 4.ª feira

21:00 – Anfiteatro Colina de Camões
Custo: € 16

 

“Amor Incondicional”

Geoffroy Couteau, piano

 
 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite Francesa nº5

  1. Allemande
  2. Courante
  3. Sarabande
  4. Gavotte
  5. Bourrée
  6. Loure
  7. Gigue

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Sonata nº32, Op.111

  1. Maestoso; Allegro con brio ed appassionato
  2. Arietta: Adagio molto semplice e cantabile

 

Johannes Brahms (1833-1897)
Intermezzo Op. 117 nº1
Sonata em fá # menor Op.2

  1. Allegro non troppo, ma energico
  2. Andante con espressione
  3. Scherzo. Allegro
  4. Finale. Introduzione (Sostenuto) – Allegro non troppo e rubato

 
 

NOTAS AO PROGRAMA

 

Para a sua estreia em Portugal, o pianista francês Geoffroy Couteu escolheu três dos maiores génios musicais de sempre, cujo apelido começa por B: Bach, Beethoven e Brahms. O recital desta noite é uma viagem pelas obras primas da literatura pianística.

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite Francesa nº5

 

J. S. Bach escreveu três conjuntos de seis suites – partitas, suites inglesas e suites francesas, que formam no seu todo algumas das maiores glórias do repertório para teclado. No entanto, não há nada de especificamente francês (ou inglês) nas suites, tendo a nomenclatura sido adoptada após a morte do compositor. Bach terá composto as suites francesas entre 1717 e 1723, quando trabalhava na corte de Cöthen. Apesar de serem formadas por diversas danças, as suites eram para ser ouvidas e não dançadas. A 5ª suite é composta por 7 andamentos na tonalidade de Sol Maior.

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Sonata nº32, Op.111

 

Beethoven encontrava-se já totalmente surdo quando compôs as suas três derradeiras sonatas entre 1820 e 1822. Fazendo recurso apenas à sua criatividade e imaginação, o tríptico encerra um ciclo de 32 sonatas compostas ao longo de três décadas. A sonata Op. 111 é a chave de ouro. Com apenas dois andamentos, a sonata resolve conflitos de forças opostas – Maior/menor; Allegro/Adagio; Appassionato/Semplice; turbulência e angústia existencial/paz transcendente. O segundo andamento, de grandes dimensões, começa com um tema quase infantil, que Beethoven desenvolve ao longo de seis variações, sendo uma delas uma antecipação dos ritmos de jazz… Um verdadeiro testamento em Dó Maior, tonalidade que Beethoven associava ao optimismo e esperança, a sonata nº32 é um elogio à felicidade!

 

Johannes Brahms (1833-1897)
Intermezzo Op. 117 nº1
Sonata em fá # menor Op.2

 

As duas obras de Brahms tocadas esta noite estão separadas por quatro décadas. A sonata em fá # menor é uma obra de juventude, composta em 1852. A linguagem musical vai beber ao espírito de Beethoven, com uma forma sonata fantasia, o uso de um tema e variações do 2º andamento – autêntico poema de amor, e um scherzo no 3º andamento. A obra foi dedicada a Clara Schumann, com a indicação de “profundo respeito”. A natureza da relação entre a virtuosa pianista, 14 anos mais velha e casada com Robert Schumann, e o jovem e promissor compositor, apadrinhado pelo seu marido, permanece um mistério por decifrar. Certo é que Clara foi a grande paixão de Brahms, que nunca chegou a casar-se.
Os três intermezzi, Op. 117, foram compostos em 1892. Verdadeiras miniaturas, exigem em musicalidade e profunda compreensão o que não exigem em técnica virtuosa. Obra de maturidade, o nº1 é uma melancólica canção de embalar.

 
 

Uma gravação extraordinária. O sentido da atmosfera, o cuidado extremo da produção, a óbvia profundidade do trabalho de Couteau, a riqueza da personalidade do som e o simples mas generoso lirismo, são a marca de um músico excepcional.
Diapason

 

A interpretação de Geoffroy Couteau é profunda e a técnica fica subordinada à variedade de nuances. O tom de âmbar é amplo e expande-se em vários níveis.
Les Échos

 

Sempre iluminante e nunca exuberante, a forma de tocar de Geoffroy Couteau renova-se a si mesma numa frescura íntima. Ideal para Brahms. Ideal para um encontro sobre a égide de Beethoven.
Le Monde

 

Estas gravações são fascinantes porque oscilam entre a estrutura clara e a paixão ardente. Com uma abordagem tão descomprometida, dificilmente seria uma surpresa se esta gravação se tornassem uma referência.
Fonoforum (Frank Siebert)

 
 

BIOGRAFIA

 

Geoffroy Couteau

Primeiro prémio no Concurso Internacional Johannes Brahms, em 2005, o pianista Geoffroy Couteau gravou a integral de música para piano solo de Brahms para a etiqueta La Dolce Volta. Esta edição discográfica figura entre as melhores de 2016 para publicações de referência como Télérama, Le Monde e a revista Classica, onde obteve a distinção Choc de l’Année. As principais revistas elogiam o trabalho em profundidade, o sentido musical e o envolvimento de Geoffroy Couteau. A imprensa internacional também o recompensou com cinco estrelas na revista alemã FonoForum e a muito reputada revista Geijtsu Record no Japão.
Convidado em prestigiosas salas e festivais internacionais no Japão, China, Holanda, Tailândia, Brasil, Itália, para além de França, Geoffroy Couteau continua a sua exploração da música de Brahms com a gravação da integral de música de câmara com piano.
Geoffroy Couteau efectuou um brilhante percurso no Conservatório Nacional Superior de música, onde foi aceite por unanimidade na classe de Michel Béroff. Em 2002 recebeu o Diploma de Formação Superior, o Prix mention très bien, assim como o Prémio Especial Daniel Magne. Nesse mesmo ano começou um ciclo de aperfeiçoamento em piano e música de câmara com Christian Ivaldi. Participou igualmente em numerosas master classes com personalidades como Dmitri Bashkirov, Leon Fleisher ou Christoph Eschenbach.