Ciclo das Artes Plásticas 2016

Museu de Zoologia da Universidade de Coimbra, c. 1900. Por Augusto Bobone

Museu de Zoologia da Universidade de Coimbra, c. 1900. © Augusto Bobone

 

 

18 DE JULHO, 2.ª FEIRA

16:00 — Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Galeria de História Natural, Colégio de Jesus

 “Ex-libris Vandelli”

Visita comentada

Recriação dos gabinetes de Vandelli por ocasião dos 200 anos da sua morte.

Marcações e Reservas:
reservas@uc.pt | 239 242 743 / 744
De 3.ª feira a Domingo, das 10:00 às 18:00

Domenico Agostino Vandelli (1730-1816), formado em medicina e história natural em Pádua, foi fundador do Museu da Universidade de Coimbra, tendo contribuído através da disponibilização do sua colecção privada de Pádua, que foi uma das principais colecções fundadoras.

A vocação naturalista de Vandelli reflecte-se na maior parte da sua produção científica que diz respeito à História Natural, e à botânica em particular. No entanto, a sua atenção pelo desenvolvimento científico na Europa ilustrada de meados do século XVIII levou-o a participar activamente na criação da Real Academia das Ciências de Lisboa, tornando-se num dos principais mentores da área do domínio económico e agrícola. O seu legado de manuscritos, livros e Memórias da Academia, constituem a evidência do papel que desempenhou no conhecimento científico português do final do séc. XVIII. A obra de Vandelli, correspondente de Lineu, constitui um notável documento do período Lineano, testemunho da classificação e descoberta da biodiversidade, ainda com preponderância de monstros e outras curiosidades. Esta exposição, integrada na da Semana Cultural da Universidade de Coimbra 2016, assinala os 200 anos da morte de Vandelli, a 27 de Junho de 1816.

Exposição produzida em parceria pela Universidade de Coimbra – Museu da Ciência e a Fundação Inês de Castro 

Inaugurada em 28 de Abril.

Patente até 26 de Setembro.

Jon Bon Jovi, 1997 © Rita Barros

Jon Bon Jovi, 1997
© Rita Barros

 

19 DE JULHO, 3.ª FEIRA

18:00 — Edifício Chiado

“Bohemia – Vida e Morte no Chelsea Hotel” 

Rita Barros, fotografia

Exposição de fotografias tiradas pela autora no Chelsea Hotel, em Nova Iorque, entre 1987 e 2014.

“Bohemia” é a primeira retrospectiva de Rita Barros. A mostra compreende cerca de setenta peças cobrindo mais de vinte e cinco anos de carreira: fotografias, na sua maior parte, mas também vídeos e livros de artista. Estão representadas as várias fases e séries principais do seu trabalho: retratos de grandes figuras do rock, jazz e música clássica (Dizzie Gillespie, Marianne Faithfull, John Lurie, Bruce Springsteen, Philip Glass, etc.), a exploração cromática do seu apartamento e do Chelsea, em geral, as performances que ensaiou pelos espaços públicos do hotel, em particular no terraço – oníricas, surrealistas, temperadas por um humor às vezes acerbo. Retratos de antigos residentes (Henry Geldzahler, Gregory Corso, Shizo, Arthur Miller, Dee Dee Ramone, Woody Allen, Richard Bernstein, Johnny Halliday, Shirley Clarke, Larry Vickers e outros), captados na intimidade específica e criativa dos respectivos apartamentos, contrastam com o seu trabalho actual sobre os espaços dessacralizados e vazios – a visão nostálgica e irónica de um mundo boémio de liberdade e criatividade desenfreada que um dia floresceu no coração da cidade moderna.


Exposição produzida em parceria pela Câmara Municipal de Coimbra e a Fundação Inês de Castro, com curadoria de Jorge Calado.

O Tesouro da Rainha Santa - MNMC

© Museu Nacional de Machado de Castro

 

20 DE JULHO, 4.ª FEIRA

18:00 — Museu Nacional de Machado de Castro

“O Tesouro da Rainha Santa Isabel”

Visita comentada por Helena Saldanha, seguida de um Chá de Rosas.


De 4.ª feira a Domingo, das 10:00 às 18:00

3.ªs feiras, das 14:00 às 18:00

Assinalando as comemorações dos 500 anos da beatificação da Princesa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, o Museu Nacional de Machado de Castro promove a exposição temporária do denominado “Tesouro da Rainha Santa Isabel”. Este projecto, que viabilizou, numa colaboração exclusiva, a sua apresentação num primeiro momento em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga, apresenta-se agora em Coimbra, em livre acesso para toda a comunidade, por altura das Festas da Cidade. O conjunto de peças de ourivesaria que pertenceu a Dona Isabel, esposa de D. Dinis, deixado em testamento ao seu Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, embora pequeno em número – três alfaias religiosas e uma peça de adorno pessoal – constitui indiscutivelmente, e a vários títulos, um verdadeiro tesouro: pelo seu significado histórico espiritual, pela qualidade artística dos objectos e pela sua raridade dentro do panorama da ourivesaria medieval peninsular e, muito particularmente, da primeira metade do séc. XIV. O bordão de peregrina, à guarda da Confraria da Rainha Santa Isabel, um retrato, produzido à época da sua beatificação, pela oficina de Quentin de Metsys, atualmente na colecção da Gemäldegalerie de Berlim, e um manuscrito iluminado (1592) – “Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, D. Isabel, e de seus bons feitos e milagres em sua vida e depois da sua morte” – integram esta simbólica exposição.


Exposição produzida em parceria pelo Museu Nacional de Machado de Castro, a Confraria da Rainha Santa Isabel e a Fundação Inês de Castro.

Inaugurada em 4 de Julho.

Patente até 2 de Outubro.