Ciclo das Artes do Palco 2016

Diogo Infante

22 DE JULHO, 6.ª FEIRA

21:30 — Anfiteatro Colina de Camões

 “Palavras que Mudaram a Humanidade”, Diogo Infante 

 

Os discursos realmente pioneiros são os que sobrevivem ao tempo, funcionando como um eco social que continua a ressoar muito depois das multidões terem dispersado. Os  discursos são mais do que palavras; antecipam a acção, promovem a mudança e criam novos paradigmas. Mas os discursos são também os seus oradores. A sua capacidade de elocução está usualmente fundada na acção, convocando-nos novas e amplas emoções, criando novos entendimentos e estruturas de pensamento. Por isso os discursos são indissociáveis de quem os proferiu. Este recital contém excertos de alguns dos discursos de personalidades que marcam de forma indelével o rumo actual da Humanidade e que incorporam caminhos de reflexão sobre o poder transformador da linguagem e do pensamento.

Diogo Infante, interpretação

Maria João Rocha Afonso, dramaturgia
Natália Luiza, direcção
Tânia Neto, apoio técnico


Encomenda da Fundação Inês de Castro


Diogo Infante, Actor e Encenador. Formou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema. Tem desenvolvido o seu trabalho nas áreas de Teatro, Cinema e Televisão. Foi Director Artístico do Teatro Municipal Maria Matos e depois do Teatro Nacional D. Maria II. Em 2012, a convite do Festival das Artes, leu, nos jardins da Quinta das Lágrimas, o poema épico de Álvaro de Campos “Ode Marítima”, que acabaria por culminar num espectáculo dirigido por Natália Luiza e acompanhado por João Gil, presentemente ainda em digressão internacional.

Espectáculo Patrocinado pela AGEAS Seguros 

Custo: € 15

Jorge Calado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24 DE JULHO, DOMINGO

21:30 —  Anfiteatro Colina de Camões

“Os Pioneiros do Caos”, Jorge Calado

Para os Gregos, no princípio era o Caos. Rameau pôs em música o desembrulhar do caos (e a luta dos quatro elementos para se separarem uns dos outros) no prelúdio de “Zaïs” (1748). Haydn começou “A Criação” (1798) com uma representação do caos. Turner foi, no dizer de Simon Schama, “o pintor do caos”. Nos anos 1950, escritores, pintores e compositores reuniram-se à volta do caos. Para um químico, caos é sinónimo de gás e a desordem é medida pela entropia. A palestra será um passeio aleatório através dos tempos sobre o caos, guiado pelas ciências e pelas artes.

Conferência Multimédia por Jorge Calado,  Professor Emérito de Química-Física da Universidade de Lisboa-IST e Crítico cultural do Jornal Expresso.

Jorge Calado, licenciado em engenharia química pelo IST e doutorado em química pela Universidade de Oxford, é professor emérito de química-física no IST, e foi também professor catedrático adjunto de engenharia química na Universidade de Cornell. Publicou mais de 170 artigos científicos e gerou mais de 130 doutoramentos. Membro de várias comissões internacionais (IUPAC, NATO, INTAS e UE), foi também director executivo da Comissão Cultural Luso-Americana. Sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa. Interessado nas relações entre as ciências e as artes, regeu cursos como “A Arte da Ciência” e “Arte, Técnica e Sociedade” em Cornell e no IST. É crítico cultural do Expresso e contribuiu para o Times Literary Supplement, Opera Now e Agenda XXI. Dirigiu os primeiros cursos de pós-graduação em Administração das Artes em Portugal e fundou a IST Press. Criou a Colecção Nacional de Fotografia e comissariou mais de 25 exposições de fotografia em Portugal, França, Bélgica, Reino Unido e EUA. Publicou “Haja Luz!” (Uma História da Química Através de Tudo, 2011) e “Limites da Ciência” (2014).


Custo: € 10